Nem sempre temos respostas…

É a difícil realidade que a vida nos obrigatoriamente ensina: nem sempre temos respostas para tudo. Sejam lá quais forem nossos questionamentos, quais dúvidas nos cercam, são muitas as perguntas que vagam, que habitam desacompanhadas de respostas. Nos relacionamentos que temos não é diferente.

PensandoSomos uma geração inquieta, que não se deixa passar despercebida, que quer ser vista e compreendida mas que em muitos momentos não compreende. Juramos fidelidade ao outro sem ao menos cumpri-la conosco mesmos. Traímos nossos ideais. Nos dedicamos integralmente ainda que a outra pessoa se quer perceba tamanho esforço. Dizemos que amamos, embora não somos maduros o suficiente para encarar tal sentimento. Sofremos. Sentimos falta.Brigamos. Discutimos. Damo-nos o privilégio de não nos falar por alguns dias, como se por algum instante transformamos nosso coração em um jazigo e colocamos ali toda a saudade e o desejo que temos um pelo o outro. Agimos de forma leviana, descabida, precipitada. Somos instáveis. Lamentamos mas cometemos os mesmos erros. Quase sempre. De alguma forma, enlouquecemos.

Instigamos. Entretanto, nem sempre temos respostas para tantos Por Quês? Por que ela decidiu terminar dois dias depois de ter mandado uma mensagem dizendo que me amava?  Só o amor não basta?!  Já que não tinha certeza de seu sentimento, por que me procurou, reacendendo a esperança, quando não a  tinha mais, me deu um beijo e logo depois pediu paciência…? Por que deduziu coisas que nunca ocorreram? Por que disse aos outros inverdades a meu respeito? Por quê…? Por que me ligou tantas vezes? Por que na noite anterior não quis me atender? Por que mentiu? Iludiu-me! Por que olhou em meus olhos e disse estar arrependida para depois de algumas horas lastimar-me com um discurso desfalecedor? Por que me presenteou com palavras tão doces?

Estes são apenas alguns exemplos…

Nem sempre conseguimos dar a nós mesmos as respostas que procuramos. Dirá quando dependemos do outro. Todavia, é importante ressaltar, o tempo é um grande aliado. Com ele, a rigidez que o amadurecimento tem, proporciona a compreensão.

* Embora publicado somente agora, este texto foi escrito em Outubro de 2011. Esta é apenas uma de uma série de reflexões que compõem o livro que escrevo sobre relacionamentos. 

Thiago Rocioli

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