Prosa com Feltrin

Achei em meus arquivos uma entrevista que fiz com o fundador do grupo Rosa de Saron, Rogério Feltrin, em Março de 2009. Na ocasião, a banda se apresentou em Franca divulgando o CD e DVD Acústico. Redijo abaixo os melhores momentos desta prosa horas antes a apresentação.

 

Comigo, em 2009, o fundador do grupo Rosa de Saron, Rogério Feltrin
Comigo, em 2009, o fundador do grupo Rosa de Saron, Rogério Feltrin

Thiago Rocioli –   Indiscutivelmente o Rosa de Saron estourou. E vocês são um dos precursores do rock na Igreja Católica. Como você vê isso?

Rogério Feltrin – Cara, a gente entende que o nosso sonho não foi em vão. Que aquilo não era impossível. Poderia se concretizar. Uma vez o Martin (Valderde, cantor e compositor mexicano)  disse que “Deus precisa dos nossos sonhos pra fazer a obra Dele”. E nós tivemos o sonho de fazer da música uma ponte entre as pessoas e Deus. É realmente muito gratificante.

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=G3Tfx-n1_-M

Thiago Rocioli –  Agora em relação ao DVD,  eu gostaria que você comentasse um pouco da produção, como foi todo o processo de elaboração…

Rogério Feltrin – Quem assiste o DVD, cara, nota que ele foi uma grande produção. Foi uma grande realização. E não foi fácil. Até porque dentro do mercado católico, você realizar um DVD como este, é bastante complicado. É caro, falta experiencia, falta know how, falta um monte de coisa, mas a gente o tempo todo acreditou neste sonho, de realizar um produto com qualidade técnica, artística e estética para competir de igual para igual com os de música secular. Hoje a gente colhe o fruto de cada lágrima semeada lá.

Thiago Rocioli – A missão da banda então não é só ser a trilha sonora mas também levar espiritualidade?

Rogério Feltrin – Vou ser muito honesto pra você, cara, ter o teu trabalho reconhecido é legal demais. É importante até pra ter ânimo de continuar. Mas nada se iguala a experiencia de no show você ver uma pessoa sendo tocada, uma pessoa emocionando. Isso mexe demais com a gente…

Pra quem é da igreja é muito difícil entender que o público em geral acha a nossa música brega. Acham nossa música cafona. Não só a música do Rosa, mas a música católica de forma em geral. Infelizmente este preconceito acaba que as pessoas não dão oportunidade para a música na vida delas. As pessoas não ouvem, cara. Ao perceber que a música é Cristã, automaticamente ela não curte. O Rosa de Saron através desta estética da subjetividade, consegue driblar este preconceito em grande parte. O preço que se paga é de que nem todas as pessoas se dão conta da espiritualidade envolvida nas canções, mas, com o passar do tempo, interagindo um pouco mais com a banda, indo nos shows e da postura de nós, músicos, as pessoas vão entender qual é nossa maior missão. E aí o preconceito já ficou. Falar de Deus quando o preconceito já caiu, é muito mais fácil.

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