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E agora Rafinha?
Desde quando fez piada com Wanessa Camargo e o bebê (a cantora está grávida), o Twitter do humorista Rafinha Bastos foi inundado por opiniões variadas sobre o tema. A maioria contra a ação. Boa parte desta truculência é a reação à onda politicamente correta das últimas décadas. O fato provocou em mim uma breve reflexão que compartilho aqui.
O poder democrático e a Constituição Federal garantem LI-BER-DA-DE no pensamento e em sua forma de expressão. MAS E QUANDO o que você fala sobre o outro, é para ele, impronunciável? Como é que fica? Tem como falar sem ofender? Que nó!
Há uma onda, atualmente, vinda de um passado não muito distante (dos anos 90), de não estigmatizar as pessoas por aquilo que elas são ou fazem. Mas isso, na prática, vai somente “até a página dois”, porque hipocrisia à parte, todos nós sabemos muito bem que (IN-FE-LIZ-MEN-TE) a massa exclui o diferente. E quanta diferença temos uns com os outros… Incontáveis. Tantas que é exatamente isso que nos “deixa tão” iguais.
Não condeno Rafinha Bastos pela atitude. Apenas não concordo com a posição que preferiu escolher. O fato dele ser humorista NÃO lhe dá o direito de ofender alguém com uma piada infame. Deveria ter tomado mais cuidado em virtude da popularidade que tem – foi eleito recentemente a pessoa mais influenciável do mundo no Twitter. Um peso!; é Apresentador de dois programas na Band, ambos com boa audiência…
Tudo isso deveria ter se levado em consideração. TODAVIA, defendo a oportunidade que ele teve de expressar – mesmo que através de uma piada irônica – o que pensa.
Com todo este reboliço, fato é que nunca na história deste país falou-se tanto em Wanessa Camargo. Nem quando ela lançou carreira, muito menos quando casou-se.
Thiago Rocioli

