Atenção homens: se masturbar, broxa!
Sabe aqueles tipos de estudos que a gente nunca entende direito o fundamento da coisa, mas que vez ou outra sempre tem uma pesquisa avassaladora surgindo sobre os mais diferentes aspectos da humanidade, e que prometem mudar nossa vida?
Pois bem, esta é mais uma delas. Dessa vez, nossos capciosos cientistas apontam que se masturbar de forma excessiva, faz broxar.
Quem fica sem transar por um longo período de tempo e abusa do “cinco contra um”, se torna uma vítima.
Não ter ereção alguma ou pouca, é causada por, entre outras coisas uso excessivo de bebidas alcóolicas e cigarro. Agora se você é uma pessoa saudável, que abre mão destes itens, não está livre da questão se na hora “H” pintar a insegurança ou até mesmo ansiedade.
Os próprios cientistas e psicólogos de forma geral comentam sobre.
Thiago Rocioli’ Routh Tempestade
Amigo
POR ALANA…
Retirado do Orkut dela
Palavra que expressa ternura
Amigo – alguém especial
E todos devem ser especiais para todos
Especial no jeito de ser
Especial na forma de falar
Especial como pessoa e como amigo.
Amigo – ser marcante
Marcante é a palavra que brota do coração.
Marcante é o seu sorriso
Que transmite pureza, segurança,
Carinho, amor…
Marcante é o seu trabalho
Que faz de você o profissional que é.
Marcante é você que se tornou o meu amigo.
Amigo é você que faz o outro crescer
Sem pensar em diminuir
Amigo é você, sincero
Que diz as palavras certas no momento exato
Amigo é você
Que não mede conseqüências
Para ajudar o companheiro de caminhada.
Amigo é você
Que elogia, critica, mas edifica
Amigo é você, sempre presente
Estando perto ou distante
Jamais esquecido
Sempre lembrado pelos seus feitos
Pelo seu sorriso. Pelo seu carinho. Pelo seu carisma
Por sua determinação
Pelo brilho que do seu semblante irradia.
A Música do Ano

- Cantora Beyoncé desbancou e foi a responsável pelo hit do ano
Com uma “pegada” pop, ritmos dançantes e letra singular, a cantora Beyoncé desbancou Lady Gaga com Poker Face e foi eleita a artista da Música do Ano por este blogueiro. O sucesso Ladies (Put A Ring On It) se tornou hit e está presente nas rádios de todo o planeta. Versões cada vez mais irreverentes da coreografia da música já estão disponíveis no site de compartilhamento de vídeos Youtube. A que segue abaixo é a oficial. Dança aí.
O cupido está a solta
A vida é uma constante metamorfose. Irresistível. Surpreendente. E isso basta. Não sei o que acontece. Mas de uma hora para outra, reviravolta. A cena repete. A cena se inverte. Alguns fanfarrões sabe bem disso. Coisas aqui. Ali. Que na somatória de todo o processo fazem A diferença.
São fases.
A atual mostra, claramente, que o cupido está a solta para uma parcela dos amigos que eu escolhi para que façam parte da minha família. Ou que a vida me proporciona isso. Mas é bom lembrar que nem sempre foi assim.
Numa fase em que todos os citados abaixo não tinham, oficialmente, nenhum relacionamento, este que vos escreve se atreveu a um. E assim como outra qualquer história, pontos positivos e negativos. E o fim chegou. Belo e incerto. Depende de como ela, eu, vemos tudo isso.
Passaram-se alguns meses e Larisssa, quem nunca tinha encorajado um namoro até então, aparece acompanhada nos encontros da turma. Mãos dadas, abraços e beijinhos pra cá. Pra lá. E todo aquele clima que você sabe bem quando um recém casal é formado. Comentadíssimo. E só mesmo ela sendo uma psicóloga (se não graduada, ainda, nata certamente) para tentar entender um relacionamento tão ou mais complicado do que ela mesma.
“O mototaxista some. Mas quando aparece, é um caloooooooor. Faz looouuucuuuuuuraaa!”, soltou dias desses em conversa comigo.
Quem se via triste, em meio a inúmeros fatos do cotidiano, se vê apaixonada por quem demonstra, de fato, gostar muito dela. Flertes aqui. Ali. Conversas e mais conversas. É tempo de mudança na vida da Mônica. Boas energias.
Após um tempo sem se envolver com ninguém, que pareceu mais uma espécie de reclusão, penitência, um amadurecimento introspectivo e intenso, eis que Fabricia dispõe a arriscar-se em um novo namoro.
“Você viu que gracinha ele é?”, disparou para mim na última vez que nos vemos. Há um mês.
Paralelo a tudo isso, não muito distante de todo este ciclo, o cupido rompeu as barreiras de Franca, onde a maioria das pessoas citadas aqui neste post moram, trabalham, estudam, etc, mas também atingiu cidades de nossa região. Araraquara, pra ser mais exato. Lá mora meu irmão Matheus.
“Tô muito feliz, Sô”.
Recomeçar talvez seja para ele, hoje, a palavra mais bonita de todo o seu vocabulário. Sucesso meu amigo!
O mesmo cupido ainda atingiu Minas Gerais e passeou pela faculdade de medicina por lá. Flexas para um monte de lugar, inclusive para a (que saudade de você, apareça logo…!) Nádia. Com todos os méritos.
Pós flertes e mais flertes com quase todos os músicos dessa cidade (ela vai me matar quando ler isso aqui), Angélica causou Tempestade na vida de certo integrante de certa banda de pop/rock (dessa vez eu juro que ele não é baxista) e se arranjou por lá, também. Difícil é acreditar Angélica Tempestade namorando. Mas ela está. E os machos dessa cidade todos, num só suspiro: “Ahhhh!”.
Este blogueiro também recentemente foi atingido. Numa espécie de “Foi assim como ver o mar. A primeira vez que meus olhos se viram no seu olhar. Não tive a intenção de me apaixonar, mera distração e já era momento de se gostar…” O cupido está a solta. E, de camarote, assistindo tudo a isso, Amanda e Lívia. As duas que respectivamente com seus amores e mais “idosas” em seus relacionamentos, nos assistem.
Vai cupido, atinja outras pessoas agora também… (JRL)
Thiago Rocioli Routh’ Tempestade
O Homem da Natura…
Rapazeada de olho no blog, prestem atenção para a dica: tenham carinho na escolha do perfume. Saiba que ele revela, inclusive, a personalidade de cada um. Por isso, na hora de adquirir o seu, garanta o melhor. Até mesmo porque elas têm olfato apurado. E são bem exigentes neste quesito. Não por acaso. Capriche.

Imagem ilustrativa photoshopiada e chupada na malandragem da internet do perfume Natura Homem: cheiro de macho
Cada um tem o seu. Eu optei pelo Natura Homem. Sem pretenção de fazer merchan aqui. Fique livre em sua escolha. Cheiro irresistível e intenso. Discreto porém marcante. Meu predileto. Um bom cheiro pra você.
Thiago Rocioli Routh’ Tempestade
“Nem vou perder meu tempo”
A frase que entitula este post foi dita, dias desses, por uma profissional da área jornalística que eu sempre admirei. Queria com ela uma entrevista sobre a rotina, corre corre e vibração na produção de notícias. Na ocasião, ela revelaria os bastidores, dificuldades e acertos de quem faz jornalismo. Um espaço de utilidade pública, já que nem sempre isso está tão às claras (de forma geral), como deveria. Questionada se ela pediria autorização para o seu diretor para conceder a entrevista, a tal “guria” disse em tom claro e objetivo: “Nem vou perder meu tempo”.
Eu poderia analisar esta postura por inúmeras formas. Ela que não quer perder o tempo em me conceder entrevista? Ou ela prefere não perder tempo em pedir autorização porque sabe que o chefe, por qualquer motivo que seja, não concederá? Vai saber… Mas independente de qual seja o vies do raciocínio, não quero questionar. Sei o quanto que o quesito tempo pra ela é precioso. E por estar a anos no cargo que ocupa mostra que é uma mulher de fibra.
Óbvio que com esta resposta, tive que engolir um “não” seco. E não esperava por isso. Todavia, o pequeno episódio da “perca de tempo” me fez refletir bastante sobre essa rotina louca que levamos, todos os dias, e sabe que quem não quer perder tempo mais, sou eu?!!!
Comecei a elencar algumas prioridades. Coisas que faço questão de perder tempo (rs), e outras que tenho que perder (hehe). No mais é isso. Refleti também das inúmeras vezes que perdi tempo. Sobretudo para entender as pessoas, coisas, situações… Mas hoje nem perco mais.
A vida (particular, profissional, social, etc…) é feita de prioridades. A gente tem que saber julgar elas. E uma vez que fez isso, um abraço. Experimente hoje elencar suas prioridades e não perca tempo com coisas levianas. É a dica desta quarta.
Thiago Rocioli Routh’ Tempestade
Novo gás
Ontem foi um dia muito engraçado para quem acompanha o Frequencia Jovem, apresentado aos sábados, às 13h, pela rádio Vida Nova FM 105,9, em Franca (disponível também através do site www.vidanovafranca.com.br). Muita descontração e suspense no programa que ganhará plástica, vinhetas, e vozes novas.
Há dois meses começou uma caça intensa na busca de novos apresentadores (eu, que até então estava a frente do programa, sigo com a Super Manhã, diariamente; enquanto a Lena, minha fiel companheira-esculdeira, comandará um programa infantil na casa, em breve). Desde então, ao certo tínhamos que Dan Garcia permaneceria. Talento, Improvisação, Charme (ai ai ui ui, haha) e Público nós sabemos que ele têm. Sim, o cara dá audiência. E a mulherada vibra. Taís, Tamara e Cia Ltda que o digam.
Nomes diversos foram cogitados para dividir o programa com ele. Entre os que lembro agora, estão Adriano Borges e Camila Cintra, Johnny Routh’ e Angélica Tempestade, Juliano Silva, Larissa Abrahão, Gabriel Chacon e Camila, entre outros. Só cogitados. Muitos até aceitaram. Mas na hora do coro comer mesmo, se assustaram. Hehehe.
Até que em um certo momento eu convidei a Luciene Perente para o programa. Ou ela se convidou. Foi meio expontâneo mesmo. Eu precisava de uma apresentadora. E ela de um programa. Pronto. Um completou o outro (nofffaa!).
Ela é ouvinte. Gosta e está “por dentro” da rádio tanto quanto nós, que lá estamos há anos. Não pensou duas vezes. Não só aceitou como tem feito muitos planos para o programa.
No último sábado não revelei que seria ela a novidade da casa. Por todo o programa entitulei Luciene de “A voz oculta”, “A voz do silêncio”, “O som do além”, entre outros pitorescos apelidos. Só para trabalhar com a expectativa de quem nos ouve. Mas sei também que muitos borburinhos terei quando a novidade vier à tona – na verdade os borburinhos já estão acontecendo. Sim porque embora a gente não esteja juntos, a fama que levamos não é esta…
Agitada, baladeira e criançona, a guria de 21 anos tem “tudo aquilo que o programa precisa”. Mais improviso aqui. Uma pitada a mais de sarcasmo ali e ela “entra no ponto”. Dan fica responsável disso. Deixar a Luciene no ponto. Ai. Ui. Com todos os sétimos e oitavos sentidos possíveis.
A dupla traz um novo gás pro programa. E nas próximas edições, pode crer, vai ferver. Literalmente, porque tá bastante calor! O Frequencia Jovem terá, a partir do dia 14, novos quadros, vinhetas, nova logotipo (como se observa no post anterior) e nova apresentadora.
Por pura coincidência (juro que é), o programa estreiou dia 11 de Março de 2006, comigo, às 14 horas. A Lena entrou dia 12 de Abril de 2008. Dan chegou no décimo terceiro dia de Dezembro. E agora vejam vocês, a Luciene tá no comando a partir do dia 14 de Novembro de 2009. Quase tive um treco quando me deparei com tamanha coincidência (ou providência?).
Sorte e sucesso. O projeto da Lena e meu de trazer o jovem para o rádio através de uma atração de muito entretenimento está nas mãos de vocês. Em boas mãos.
Thiago Rocioli Routh’ Tempestade
Cartão vermelho
O episódio envolvendo a estudante Geyse Arruda, 20, ganhou repercussão nacional depois que a “mulher da saia curtíssima vermelha” desfilou pelos corredores da Universidade de São Bernardo do Campo (Uniban). Muito falou-se sobre, sendo que o discurso adotado pela maioria dos veículos de comunicação foi de que a estudante foi vítima de vândalos, que a xingaram e impediram os direitos garantidos pela Constituição.
Mas o discurso não foi o mesmo pela Universidade. Na madrugada de hoje, sábado, os reitores da mesma decidiram expulsar a aluna. E a vítima virou vilã.
A explusão foi decidida em reunião realizada na madrugada deste sábado (7) e publicada em anúncio veiculado pela universidade em jornais de São Paulo. Concluiu-se que Geyse “procovou” os colegas.
Alegou-se que era usual que ela comparecesse às aulas com roupas curtas e decotes generosos.
Ouça-se o assistente jurídico da Uniban, Décio Leonci Machado: A aluna “sempre gostou de provocar os meninos”.
Como assim? “O problema não era a roupa, mas a forma de se portar, de falar, de cruzar a perna, de caminhar”. No dia da algaravia, disse o advogado da universidade, Geyse teria subido deliberadamente seu microvestido com as mãos.
Segundo o assessor jurídico, o gesto possibilitou “a quem vinha atrás” enxergar as “partes íntimas” da moça.
Afora a expulsão de Geyse, nenhuma outra providência foi adotada. Os colegas que a hostilizaram saíram incólumes da sindicância.
A universidade só teve olhos para o par de pernas. No mais, fez ouvidos moucos para os uivos e impropérios da legião de bocas desabridas.
Thiago Rocioli Routh’ Tempestade
No meu ponto de vista…
POR JOHNNY ROUTH’
Poeta e articulista nas horas vagas
(também disponível aqui)
1-Você aprende o tempo todo.
Você aprende errando, aprende acertando, aprende pelo prazer, ou pela dor, basta estar aberto para as coisas que nos cercam.
As coisas vem e vão. A vida é caótica!
E nem adianta reclamar, isto é que é o legal.
2-Pouca gente vai te amar, mas muita gente vai te odiar.
Pouca gente vai te odiar, mas muita gente vai te amar.
E não temos controle sobre isto,sobre os sentimentos alheios.
Isto pode ser dolorido. Isto pode ser reconfortante,
porque no momento que você desencana de agradar a todos,
agrada mais a si mesmo!
Claro que nesta vida, não se pode faltar gentileza,
respeito pelo próximo e pelas diferenças, porque graças a Deus,
este mundo tem várias verdades.
Viva as diferenças , principalmente as de preço em uma liquidação.
3-Risadas, água, livros, amigos, viagens, café, chocolate, ginástica,
música, ah… a música, a comédia, são as coisas que não vivo sem,
são coisas que me trazem felicidade…
E o que te traz felicidade?
Você sabe?
4-Não seja um prostituta(o) na sua vida:
Trabalhe com o que você gosta!
No seu tempo livre, ande só com os amigos que você gosta,não faça média , se recuse a dividir uma mesa do almoço de domingo com quem você não gosta.
Você sabia que tempo livre vale mais que qualquer bolsa Hermes exclusiva?
Tempo livre e champanhe, os verdadeiros luxos da vida!
5-Não guarde mágoas, mas guarde dinheiro.
Brigue quando tiver que brigar, mas nem hesite em pedir desculpas,
quando achar que tem que pedir.
Assuma sua inveja quando ela surgir, até para você entender o que está lhe faltando…
Sinta raiva ,mas sinta amor também, pois só sentindo um e outro é que você entenderá a diferençá entre os dois.
6-Nem tudo você pode conquistar, mas muita coisa você pode conseguir.
É a vida, que muitas vezes não é justa, e não adianta julga-la,
porque ela continuará igual, pois é maior que nós.
Na dúvida, compre uma bolsa ou um sapato novo,
porque dão uma ajudinha na auto estima!
7-Ame e dê vexame, mas longe de mim, por favor!
Mas acima de tudo, sinta-se feliz ! ^^
Depoimento de um radialista
POR “RADIALISTA EX-SAPATEIRO”
Publicado na íntegra (disponível neste perfil de Orkut)
Quem Sou Eu: Sou Betto Bil, 26anos Sapateiro (c/ Orgulho) e Radialista… Uma paixão q começou aos 13anos de idade qdo ouvia o Dinossauro do Rádio Francano ´´Versola“ na Difusora Am c/ o seu Saudade fala ao Coração… ficava nás tarde só ouvindo ele, tinha um gasto de pilhas rayovac q ñ esta em gibi nenhum, pq?… era de valvula o rádio, a fonte queimou e ñ tinha dinheiro p/ comprar outra… rsrsrsrs!!! Ouvia Luiz Cláudio na 3Coisinhas Fm – A Rádio q já muchou!!! Opá… 3Colinas Fm a Rádio q dá um show…Todas a tarde, falando do Restaurante Redondo e dos show de Rionegro&Solimões, tbm ouvia o Marco Ântonio c/ sua festa maravilha e sua ex-mulher Lucinha (Oi gente!!!) nesta emissora… Tbm gostava do Amor do Rádio q de Leite ñ tem nada… Gde Paulinho Leite!!! Na Hertz ouvia pela Manhá Alex Jr, Olivar de Paula (garoto Gimenes), Marcio Miguel, Israel Lopes (ooo meu) e sem falar do Sr Marco Ãntonio c/ o Baú da Hertz… Ele é o cara, qse mudou o nome da Hertz p/ Turbo Fm!!! Na 98fm o doce Silvio Mazza (garoto lapidin), sem falar do sr Hiróshy c/ aquela voz tentando levantar seu Love-Hits.
Depois veio a Band fm… mudou o fm em Franca, + graça a uns Ratos q acabaram c/ a graça do pessoal de Franca em ouvir o Love-Line c/ a Naja Laura * Os roedores roeram o cabo da Antena Parabólica, como a Rádio ñ estava pagando a Band Fm pelo sinal, acharam q eles tinha cortado o sinal… dai continuou Uni-Band fm, 98fm até q hj a Rede Aleluia é de diretoria da msm, muita coisa mudou lá, lembro-me q o pessoal cantava aquela música do Rick&Renner-Amanhá… Amanhá, Semana q vem quem sabe… Vou Ganhar meu Peadacinho de Felicidade (em homenagem a falta de pagamento)
+ todo começo é assim, dificil!!! como o meu.
Garoto pobre da periferia de Franca… Vivia c/ seu Rádio ´´A VOZ DE OURO“ debaixo do braço… sintonizado ás rádios de Franca e Região, buscando novos nomes p/ o meu caderno de anotações de radialista e programas isto na decada de 90!!! ano q o rádio mudava sua cara, nás ondas do Fm a música do Gian&Giovani – Espuma da Cerveja, marcava o sucesso de uma dupla q hj é vista c/ visitantes ak em nossa cidade, uma voz anuciava q hj vai ter expoagro e q ele iriam estar no palco ás 21hrs… c/ presença de toda equipe da Rádio (…) e sorteio p/ o público…
Subia até em cima de minha casa p/ sintonizar ás Fm´s de Fora q naquela epoca ñ tinha ás Piratas p/ atrapalhar, se deixar passava a noite no telhado de casa ouvindo os 1000 da Record e 600 da Pan.
+ o tempo passou… completei 18anos, trabalhando na Samelo em uma epoca boa… + fui mandado embora, pq levava meu Sony p/ ouvir o Ewerton Lima na Hertz (na epoca) ai o Tião q cuidava da seção me mandou p/ rua… c/ o acerto paguei meu curso no Senac e graças a M. Poska do Sinrádio tenho meu DRT na carteira.
Hj faço meu programa de Rádio Diário em minha Emissora q Amo de Paixão, lá aprendi a Editar o final de um áudio em md, colocar efeito de eco c/ tape-de-rolo, fazer técnica p/ o Romero no canta Brasil!!! cortar fitas de rolo c/ gilette e ouvir a música antes no CUE ñ é CUÉ e nem C…
Hj sou um profissional (assim como vc q passou por várias fábricas de calçado de Franca, q bateu na porta da Hertz, 98Fm, Difusora, Imperador, Universidade Fm e Dimensão Fm a procura de emprego e os caras sempre falando desta forma, vou anotar seu fone… precisando te ligo!!!… Ou vc q passou desta Emissora p/ aquela e ñ perdeu a humildade e a educação.
- Hj sou um Profissional q ouve uma Rádio-Pirata e o Locutor diz q é um Locutor e tenho q aceitar calado.
- Hj sou um Profissional q tenho q dividir meu espaço c/ ums caras q ñ sabe nem o q é CUE na mesa Radiolab.
- Hj sou um Profissional q tem seu espaço ocupado p/ pessoas q tem apenas 10meses de na aréa 9 de senac e 1 de Rádio-Pirata.
+ Sou um Profissional, assim como vc q passou por tudo isto.
VEJA ESTE DEPOIMENTO DE UM COLEGA RADIALISTA DE FRANCA, HJ EM UMA GRANDE REDE DE RÁDIOS DE S. PAULO
Se não fosse locutor seria: Sapateiro pô, sou de Franca rssss
vide inf. www.transanet.com.br (POP/S.PAULO/EQUIPE e LOCUTOR
A permanência em Brasília
Dilma Rousseff, a chefe da Casa Civil, tem passado mais tempo com o presidente Luís Inácio Lula da Siva (PT) do que a própria primeira-dama, Marisa. É o que eu acredito. E tudo faz parte do processo de promovê-la a sucessora do “companheiro” de partido. Às custas, é claro, do PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. Seja na inauguração de uma obra ou intervenção de outra, lá sempre está ela.
Enquanto este ano não termina, ficam apenas as especulações para 2010 até que, de fato, algo seja oficializado. Deputados Estaduais, Federais e Senadores, além de Governadores e Presidente serão eleitos. Para a macroregião de Ribeirão Preto, temos por lá já representantes.
Fernando Chiarelli (PDT-SP), Duarte Nogueira (PSDB), Antonio Palocci (PT) e Marco Aurélio Ubiali (PSB) não devem abrir mão de seus cargos. São velhos conhecidos de quem os elege.
E esta deve ser mais uma eleição em que políticos lutarão para permanecer no cargo, do que novos espaços a serem conquistados. Mas novos nomes podem surgir. Com a popularidade de Sidnei Rocha (PSDB), prefeito eleito em Franca com 100 mil votos (com oposição fraca, até o batman ganhava!), ele ou dai candidato a Federal, ou indica alguém.
Prefiro ficar com a primeira opção.
Surgiu, inclusive, nos bastidores da política local, que ele estava até preparando a Secretária de Urbanismo, Valéria Marson, ou o de Saúde, Alexandre Ferreira, para sucedê-lo. Será? Pode ser apenas especulações, em tempo, apenas o registro.
Homenagem
A vida é um caixa de surpresas. E o melhor sempre está por vir. Estas são algumas das teorias que acredito fervorosamente. Nesta sexta tive uma experiência enriquecedora e especial. Fui representar a diretoria e o corpo de voluntários da Rádio Vida Nova FM, em uma homenagem prestada pela Prefeitura Municipal de Franca aos radialistas da cidade.
Fui para a FEAC (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura) no meio da tarde. Lá, me deparei com um pouco da história do rádio na cidade. Grandes nomes de comunicadores que ao longo do tempo deram, literalmente, um pouco da sua voz para alegrar, informar e entreter a comunidade francana.
Encontrei-me com Renato Valim (Imperador AM), Marcos Júnior (Três Colinas FM), Valdes Rodrigues (Difusora AM), Gil Magela (Imperador AM), André Canto (Unifran FM), Sidnei Franco da Rocha (Hertz AM/FM), Alex Henrique (Difusora AM), entre outros. Ícones. E fiquei lisongeado por, em meio a tantos estes, ter sido lembrado.
Em nome de toda uma equipe de voluntários que corre e batalha ao máximo pra levar qualidade a quem nos ouve, e de várias outras pessoas que muito já doaram parte do seu tempo nestes dez anos em que a rádio está no ar, o nosso “muito obrigado”. Me senti como um peixe, que ainda não sabe nadar muito bem, em meio a um oceano de tubarões.
Confesso que vivi – Pablo Neruda
HELENA SUT
Poeta

“Talvez não tenha vivido em mim mesmo, talvez tenha vivido a vida dos outros.Do que deixei escrito nestas páginas se desprenderão sempre – como nos arvoredos de outono e como no tempo das vinhas – as folhas amarelas que vão morrer e as uvas que reviverão no vinho sagrado.Minha vida é uma vida feita de todas as vidas: as vidas do poeta.”Pablo Neruda
Biografias são sempre interessantes, ainda mais quando o escritor é um grande poeta que consegue transmitir suas vivências com as metáforas do mundo e os versos reticentes que contagiam o leitor e o impulsionam a completar a oração com atitudes estimuladas.
As primeiras e grandes impressões do mundo: a morte da mãe, esgotada pela tuberculose um mês após dar à luz; o pai operário e maquinista – José Del Carmem; a madrasta que o autor intitula o anjo tutelar de minha infância… A chuva é a presença mais constante na infância do jovem provinciano no cenário do bosque chileno. “Daquelas terras, daquele barro, daquele silêncio, eu saí a andar, a cantar pelo mundo.”
A sensibilidade do menino é demonstrada na grandeza do relato da “casa das três viúvas”, escrito quarenta e cinco anos após, registrando o jantar maravilhoso servido pelas três senhoras francesas e a conversa sobre a poesia de Baudelaire.
“Que se passou com as três senhoras desterradas com suas Fleus du Mal no meio da mata virgem?… Deve ter acontecido o mais simples de tudo: a morte e o esquecimento…”
Depois dos anos de Liceu, o poeta vai para faculdade em Santiago do Chile e incorre em novas descobertas e desconhecimentos. Assume a timidez inimaginável para o autor dos Cantos Gerais:“A timidez é uma condição estranha da alma, uma categoria e uma dimensão que se abre para a solidão. Também é um sofrimento inseparável, como se a gente tivesse duas epidermes e a segunda pele interior se irritasse e se contraísse diante da vida. Entre as estruturações do homem, esta qualidade ou este defeito são parte do amálgama que vai fundamentando, numa longa circunstância, a perpetuidade do ser.”
A nomeação de Pablo Neruda para ser cônsul do Chile em Rangum inicia uma nova fase na vida do poeta que conhece um novo mundo nos lugares remotos que vive e passa a ter uma percepção mais ampla do homem:“O poeta não pode temer o povo. Pareceu-me que a vida fazia uma advertência e me ensinava para sempre uma lição: a lição da honra oculta, da fraternidade que não conhecemos e da beleza que floresce na escuridão.”
Sua relação com Federico Garcia Lorca e com a Espanha estão sacramentadas no caderno “Espanha no coração”. O poeta vive a guerra civil espanhola e tais vivências influenciam de forma marcante sua literatura e o seu ingresso no Partido Comunista. Neruda sente necessidade de escrever para os seus semelhantes, no caminho do humanismo enraizado nas aspirações do ser humano. Assim começou a escrever os “Cantos Gerais”.
Seu encontro com a União Soviética, os escritores em ebulição em Moscou, a esperança de que o grande continente alçasse o grande vôo de uma nova verdade. “A revolução é a vida e os preceitos buscam seu próprio túmulo.” E a sua critica, quando visitou a China, ao culto ao Mao Tsé Tung. “… implantava-se de novo diante de meus olhos a substituição de um homem por um mito. Um mito destinado a monopolizar a consciência revolucionária, a concentrar em uma só mão a criação de um mundo que será de todos…”
Neruda nunca esqueceu suas raízes, sempre esteve ligado aos acontecimentos políticos e sociais de sua pátria. Aliás, em sua poesia podemos observar sempre a alusão às raízes, desde as tenras da infância nos bosques chilenos aos alicerces de convicções que nosso poeta construiu e floresceu em seus poemas.
As estações também são usadas constantemente como referências nos textos do poeta, principalmente, a primavera.
O último capítulo é sobre a vida e a morte de Salvador Allende, primeiro marxista eleito presidente da República na América Latina em 1970, morto durante o golpe que do depôs em 11 de setembro de 1973. Neruda escreveu-o poucos dias após aos fatos que culminaram na morte do governante e morreu no mesmo mês, em 23 de setembro de 1973.
Pablo Neruda, pseudônimo criado por Neftali Ricardo Reyes ainda na juventude para esconder a autoria dos poemas de seu pai, viajou o mundo inteiro e divulgou sua poesia e seus ideais humanísticos pelos diversos povos e culturas.
Como o próprio poeta afirmou em sua autobiografia: “…a história é escrita pelos vencedores ou pelos que desfrutaram da vitória.” Pablo Neruda é uma vitorioso, venceu os preconceitos e as tantas perseguições políticas e criou uma obra literária lida no mundo inteiro – uma leitura obrigatória para toda a humanidade.
Sua tribo, sua cara
POR ONNA ROXANE
Articulista
Não existe nada melhor do que ser jovem. Poder lembrar das tardes que brincava com os coleguinhas de pega-pega ou de bater-bafo; poder olhar para a frente e fazer planos para o “quando eu for pai/mãe”; e ainda poder dizer, “quando eu tiver 60 anos…”. Ser jovem é ter uma vida inteira nas mãos.
Há muitos séculos o jovem é visto como rebelde, inconsequente, irresponsável, hoje pesquisas mostram que os jovens possuem ideais e noções amplas sobre o mundo . Porém, tudo a seu tempo. Não se pode exigir de um garoto de 15 anos que ele reaja como seu pai numa determinada situação, mas podemos considerá-lo muito parecido com seus colegas de turma, pois estes sim possuem atos semelhantes.
Viver em turma… A busca por uma turma é, em geral, um refúgio, é a vontade de agir por si só e se desvincular de seus pais. Inseguros, agressivos e inconstantes, os adolescentes procuram formar uma identidade que lhes satisfaçam. Esta indentidade se dá na segurança que encontram num determinado grupo. Esta é a explicação dos adultos para andarmos em bandos, para nós significa apenas que “É DA HORA!!”, mas enfim… os adultos vivem tentando nos desvendar…
Nas grandes cidades, principalmente, encontram-se as tribos juvenis, que são grupos de jovens que falam a mesma língua, possuem os mesmos costumes, em busca do encontro, do proibido, do prazer, de diversão e de um ideal que os façam diferentes.
Numa tribo rola lealdade entre seus integrantes e muito companheirismo. Fazer parte de uma tribo torna o jovem mais espontâneo e sociável (palavra de adulto). Ter amigos com quem nos identificamos, possibilita nosso contato com o mundo e sua melhor compreensão. É claro que cada tribo lê este mundo numa linguagem diferente, há os que lêem de roupas pretas ao som de Sepultura, há os que lêem de abadá ao som de Chiclete com Banana, ou ainda os aqueles que de mãos dadas louvam a Deus.
Existe uma infinidade de tribos, os clubbers, punks, rpgistas, micareteiros, góticos, evangélicos, blogueiros, vestibulandos e etc, mas o melhor em fazer parte de uma tribo é que todo mundo se respeita e compartilha momentos de alegria juntos.
É importante que a tribo ajude você a crescer e a ver a vida como ela é, e também que lhe ajude a pisar num caminho de responsabilidade, para que você possa aproveitar sua juventude sem sentir as tantas dores do mundo. Faça da sua tribo uma segunda família, e não torne sua vida um ‘programa de índio’.
Hoje podemos fazer parte de uma tribo sem sair de casa, basta acessar a Internet e conhecer uma porção de gente para fazer barulho com você, pessoas que têm a sua cara.
Cara? é sim. Uma tribo é formada de caras que possuem as mesmas idéias e gostos semelhantes. Por isso, há tantas tribos por aí. Basta você se juntar a 2 ou 3 colegas, se apegarem a alguns gostos em comum, assumirem uma postura única sobre uma determinada coisa, e pronto, já viraram uma nova tribo.
Lembro que na minha época de colégio tinha umas garotinhas apaixonadas pelos Hanson, eram todas iguais, patricinhas, magrinhas e de frufrus nos cabelos, acessórios sempre cor-de rosa e sapatinhos estilo boneca, andavam com pastas lotadas de recortes sobre os três irmãose cantavam todas as músicas o dia todo. E todos nós, que não eramos como elas, as chamávamos de “Hansoletes”, até que um dia o grupo de oito meninas apareceu no colégio com camisetas cor-de-rosa com a mensagem:
“Hansoletes
Esta é a nossa tribo
E nosso pajé é loiro cabeludo”
De maria-chiquinhas nos cabelos, elas fizeram sua marca, ganhando um espaço único. E é isso aí. Fazer parte de uma triubo é fazer o que gosta, com pessoas que também gostam, é sair da homogeneidade do mundo para assumir uma indentidade, a fim de defender um ideal.
E você? Qual a sua tribo? Aposto que é a sua cara!
Deus Envergonhado
JOSÉ CORREA NEVES JÚNIOR
Diretor Responsável pelo Jornal Comércio da Franca
Uma criança de nove anos sentiu umas dores estranhas logo após o Carnaval. Pediu ajuda à mãe, que a levou a uma unidade de saúde. Foi só então que, após alguns exames, os vários capítulos de uma história sórdida e quase inacreditável por sua crueldade começaram a ser revelados para todo o mundo. Uma história que, tão absurda, simplesmente não deveria existir, mas que continua a tristemente se revelar, a cada instante pior e mais dolorida, como que para deixar incontestável a cada um de nós a torpeza e baixeza a que seres humanos – se é que o termo se aplica neste caso – podem chegar.
A personagem principal é uma menina de 9 anos. Junto com a irmã de 14 anos, a mãe e o padrasto, a menina é moradora de Alagoinha, cidade de Pernambuco distante 225 km da capital, Recife. Mais nova que minha própria filha, esta criança de 9 anos foi submetida a um dos maiores martírios que podem ser impingidos a um ser humano. Violentada sistematicamente há três anos pelo padrasto, aquele que junto da mãe deveria protegê-la e cuidar de sua integridade e desenvolvimento, a menina engravidou. Seu frágil corpo, ainda em formação, trazia no ventre gêmeos, consequência da violência indescritível a que foi submetida. Os médicos avaliaram a gestação como de alto risco e recomendaram um aborto. Interromper a gravidez de 15 semanas seria a única maneira de preservar, além da mínima paz de espírito, também a própria vida de uma criança inocente, vítima de uma besta cuja morte seria o único destino desejável.
A decisão, que deveria ser tomada pela mãe, encontrou um obstáculo surpreendente, poderoso – e incompreensível. Revestidos da autoridade de “representantes de Deus” na Terra, religiosos de Pernambuco pressionaram fortemente para que a gravidez da menina de 9 anos não fosse interrompida. Sob o esdrúxulo argumento de que “todo aborto é um assassinato”, os religiosos desejavam que a menina, vítima desta monstruosidade, levasse adiante uma gravidez que colocava em risco a sua própria vida para dar a luz gêmeos, resultado não de um ato de amor, mas de uma brutalidade descomunal.
Imagino o drama desta mulher, mãe de uma criança violentada pelo homem com quem dividia a casa, diante de bispos vestidos com suas batinas a pressioná-la a seguir adiante com este absurdo, confrontada com suas próprias convicções religiosas, temerosa do “pecado” que poderia estar prestes a cometer. Porque, na opinião dos tais religiosos, a mãe não estava salvando ou protegendo sua filha, mas “assassinando” seus netos.
Ainda que fortemente pressionada, a mãe da criança violentada tomou então a decisão: autorizou o aborto. O procedimento foi realizado, a gravidez interrompida. Mas o martírio, se é que vai se encerrar um dia, ainda está longe do fim. Como se não houvesse nenhum outro problema para esta família enfrentar – além da menina estuprada, surgem indícios de que também a irmã mais velha, de 14 anos, era repetidamente violentada – os religiosos pernambucanos resolveram dar novas mostras de quão distantes os ensinamentos cristãos podem estar das práticas cotidianas.
Antes mesmo da alta médica da menina e sem qualquer respeito pelo sofrimento a que esta família está submetida, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, excomungou a mãe, familiares e os médicos que participaram da interrupção da gravidez. O padrasto, que está preso e já confessou seus crimes, foi poupado da fúria de dom José, que reservou ainda um requinte de crueldade final a esta tragédia sem limites. Disse que, aos olhos da igreja, “o aborto é pior que o estupro.”
Me provoca asco imaginar que alguém que leu, estudou, viajou e conhece minimamente a vida possa dizer que exista qualquer coisa pior do que a situação vivida por esta menina. Além de insensível, dom José é hipócrita. Se agarra a um dos Dez Mandamentos – “não matarás” – para justificar sua tese ridícula e dizer que a interrupção da gravidez de uma menina de 9 anos violentada dentro de casa e que corria risco de vida é ato mais grave do que a violência a que foi submetida. Antes de abrir a boca, dom José deveria dar uma olhada na própria história da instituição da qual faz parte. Durante trezentos anos, a Santa Madre Igreja Católica matou 9 milhões de pessoas na inquisição.
Artistas, pensadores, homossexuais, mulheres – em sua maioria – e qualquer um que contrariasse os interesses do clero tinha como destino certo a fogueira da Inquisição. Muitos foram cozidos vivos em caldeirões ferventes, outros tantos enforcados, quase sempre sem direito a um julgamento justo, apenas por pensar diferente do que defendia a Igreja Católica.
Ainda hoje, contam-se em centenas os casos em que padres estão envolvidos em escândalos de abuso sexual, a maior parte deles com participação de crianças em relacionamentos homossexuais. A estes padres raramente resta alguma sanção além de um período de recolhimento para “purificação” e “redenção” espiritual. Ainda assim, dom José se vê no direito de condenar, sem qualquer pudor, uma mãe que defendeu sua filha, médicos que cumpriram com sua obrigação. Ao invés de amparar e proteger uma família atormentada, dom José amplifica o tormento, a dor, o flagelo.
Já me declarei agnóstico neste espaço e, portanto, acho que a questão sobre a existência ou não de Deus jamais será resolvida. Intimamente, tenho certeza de que, se Deus existe, anda bastante envergonhado com o que seus representantes têm feito aqui neste mundo. A começar por um certo dom José, o inclemente. Uma criança de nove anos sentiu umas dores estranhas logo após o Carnaval. Pediu ajuda à mãe, que a levou a uma unidade de saúde. Foi só então que, após alguns exames, os vários capítulos de uma história sórdida e quase inacreditável por sua crueldade começaram a ser revelados para todo o mundo. Uma história que, tão absurda, simplesmente não deveria existir, mas que continua a tristemente se revelar, a cada instante pior e mais dolorida, como que para deixar incontestável a cada um de nós a torpeza e baixeza a que seres humanos – se é que o termo se aplica neste caso – podem chegar.
A personagem principal é uma menina de 9 anos. Junto com a irmã de 14 anos, a mãe e o padrasto, a menina é moradora de Alagoinha, cidade de Pernambuco distante 225 km da capital, Recife. Mais nova que minha própria filha, esta criança de 9 anos foi submetida a um dos maiores martírios que podem ser impingidos a um ser humano. Violentada sistematicamente há três anos pelo padrasto, aquele que junto da mãe deveria protegê-la e cuidar de sua integridade e desenvolvimento, a menina engravidou. Seu frágil corpo, ainda em formação, trazia no ventre gêmeos, consequência da violência indescritível a que foi submetida. Os médicos avaliaram a gestação como de alto risco e recomendaram um aborto. Interromper a gravidez de 15 semanas seria a única maneira de preservar, além da mínima paz de espírito, também a própria vida de uma criança inocente, vítima de uma besta cuja morte seria o único destino desejável.
A decisão, que deveria ser tomada pela mãe, encontrou um obstáculo surpreendente, poderoso – e incompreensível. Revestidos da autoridade de “representantes de Deus” na Terra, religiosos de Pernambuco pressionaram fortemente para que a gravidez da menina de 9 anos não fosse interrompida. Sob o esdrúxulo argumento de que “todo aborto é um assassinato”, os religiosos desejavam que a menina, vítima desta monstruosidade, levasse adiante uma gravidez que colocava em risco a sua própria vida para dar a luz gêmeos, resultado não de um ato de amor, mas de uma brutalidade descomunal.
Imagino o drama desta mulher, mãe de uma criança violentada pelo homem com quem dividia a casa, diante de bispos vestidos com suas batinas a pressioná-la a seguir adiante com este absurdo, confrontada com suas próprias convicções religiosas, temerosa do “pecado” que poderia estar prestes a cometer. Porque, na opinião dos tais religiosos, a mãe não estava salvando ou protegendo sua filha, mas “assassinando” seus netos.
Ainda que fortemente pressionada, a mãe da criança violentada tomou então a decisão: autorizou o aborto. O procedimento foi realizado, a gravidez interrompida. Mas o martírio, se é que vai se encerrar um dia, ainda está longe do fim. Como se não houvesse nenhum outro problema para esta família enfrentar – além da menina estuprada, surgem indícios de que também a irmã mais velha, de 14 anos, era repetidamente violentada – os religiosos pernambucanos resolveram dar novas mostras de quão distantes os ensinamentos cristãos podem estar das práticas cotidianas.
Antes mesmo da alta médica da menina e sem qualquer respeito pelo sofrimento a que esta família está submetida, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso Sobrinho, excomungou a mãe, familiares e os médicos que participaram da interrupção da gravidez. O padrasto, que está preso e já confessou seus crimes, foi poupado da fúria de dom José, que reservou ainda um requinte de crueldade final a esta tragédia sem limites. Disse que, aos olhos da igreja, “o aborto é pior que o estupro.”
Me provoca asco imaginar que alguém que leu, estudou, viajou e conhece minimamente a vida possa dizer que exista qualquer coisa pior do que a situação vivida por esta menina. Além de insensível, dom José é hipócrita. Se agarra a um dos Dez Mandamentos – “não matarás” – para justificar sua tese ridícula e dizer que a interrupção da gravidez de uma menina de 9 anos violentada dentro de casa e que corria risco de vida é ato mais grave do que a violência a que foi submetida. Antes de abrir a boca, dom José deveria dar uma olhada na própria história da instituição da qual faz parte. Durante trezentos anos, a Santa Madre Igreja Católica matou 9 milhões de pessoas na inquisição.
Artistas, pensadores, homossexuais, mulheres – em sua maioria – e qualquer um que contrariasse os interesses do clero tinha como destino certo a fogueira da Inquisição. Muitos foram cozidos vivos em caldeirões ferventes, outros tantos enforcados, quase sempre sem direito a um julgamento justo, apenas por pensar diferente do que defendia a Igreja Católica.
Ainda hoje, contam-se em centenas os casos em que padres estão envolvidos em escândalos de abuso sexual, a maior parte deles com participação de crianças em relacionamentos homossexuais. A estes padres raramente resta alguma sanção além de um período de recolhimento para “purificação” e “redenção” espiritual. Ainda assim, dom José se vê no direito de condenar, sem qualquer pudor, uma mãe que defendeu sua filha, médicos que cumpriram com sua obrigação. Ao invés de amparar e proteger uma família atormentada, dom José amplifica o tormento, a dor, o flagelo.
Já me declarei agnóstico neste espaço e, portanto, acho que a questão sobre a existência ou não de Deus jamais será resolvida. Intimamente, tenho certeza de que, se Deus existe, anda bastante envergonhado com o que seus representantes têm feito aqui neste mundo. A começar por um certo dom José, o inclemente.
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