A pilha do controle-remoto
Calcei hoje o meu tênis e fui trabalhar. Depois de um tempo, comecei a ficar incomodado. O ‘indicador’ brigava por espaço com o ‘dedão’ do pé. Parecia que tinha uma pedra entre eles.
Porém, na verdade, era a pilha do controle-remoto da TV que a minha irmã e a minha mãe procuraram ontem o dia todo.
Thiago Rocioli
Rosa no Ar
Feche seus olhos,
olhe pra si.
Esqueça tudo ao seu redor.
Sinto um cheiro de rosas no ar.
Viva o Momento,
entregue sua alma,
deixe tudo acontecer.
Não tenha medo é Deus
que vai te fazer entender.
Se tem algo errado em seu viver,
procure ver onde o “Eu” está,
para se amar e não sofrer,
pra isso Deus aqui está.
Viva o Amor do Senhor,
viva tua graça e sua dor.
Se espelhe nele.
Sinto aroma de rosas,
pelo ar a se espalhar,
é o amor de Deus.
E sua alma ele vai purificar.
Rosa no Ar, Banda Conexão Católica
Te desejo…
Te desejo uma fé enorme. Em qualquer coisa, não importa o quê. Desejo esperanças novinhas em folha, todos os dias. Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes.
Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito.
Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria. Tomara que apesar dos apesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. As coisas vão dar certo.
Vai ter amor, vai ter fé, vai ter paz – se não tiver, a gente inventa. Te quero ver feliz, te quero ver sem melancolia nenhuma. Certo, muitas ilusões dançaram.
Mas eu me recuso a descrer absolutamente de tudo, eu faço força para manter algumas esperanças acesas, como velas. Que 2011 seja doce. Repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante.
Que seja bom o que vier, pra você, pra gente.
Caio Fernando Abreu, poeta e cronista.
Recomendo
Não sei como você veio parar aqui, mas já que me dá o prazer da sua companhia, recomendo que visite também o blog Letrinhas Disperas, de Lívia Inácio. Descobri, por acaso, após passar pelo diário virtual de uma amiga jornalista, a Ana Luiza Silva. Apaixonei. Clique aqui e confira.
Thiago Rocioli
Pena exemplar! Será?!
Semana passada fomos bombardeados com o julgamento do caso do motoboy Lindenberg, que matou a ex-namorada Eloá por não aceitar término de relacionamento ou por tê-la visto dar um beijo em um amigo, Victor. O autor dos crimes manteve as vítimas em cárcere privado, matou, feriu amiga dela e um policial militar.
O Júri esteve concentrado nas mãos de três mulheres, a juíza, a promotora e a advogada, cada uma exercendo uma função antagônica, mas todas com um único objetivo: alcançar a justiça! Ao final, como todos nós esperávamos, o jovem foi condenado a quase um século de prisão.
Muitos consideram a pena como exemplar, pois, foi aplicada pena máxima para cada um dos crimes. Teve até ministra que, ao saber da pena, chorou por entender que fora feita justiça, já que mulheres não podem continuar sendo vítimas de violência.
Caso como o do Linderbeg ocorre com frequência e as penas não são tão elevadas como a aplicada. O que ocorreu? Por que pena tão longa? Servirá de punição para o agressor? Servirá de desestimulo para outros homens? Foi, mesmo, exemplar? Essas discussões estão no seio da sociedade.
Foi, sim, exemplar! Foi referencial para atestar também que, em casos que ganham notoriedade pública, os holofotes podem ofuscar o pano de fundo da questão. Ao conhecer a pena que já era esperada, tive um sentimento de inquietação que partilho, agora com meus leitores deste Comércio. Um jovem com pouco mais de vinte anos, ao ficar trinta anos no cárcere, terá liberdade por volta dos cinquenta anos. Retornará à sociedade sem ter a possibilidade de acompanhar as mudanças sociais e tecnológicas e, certamente, será mais um peso para a sociedade carregar. Veja quantas mudanças ocorreram nos últimos dez anos e faça uma projeção do que ocorrerá nos próximos trinta! Não podemos negar que as mulheres têm sido vítimas da violência praticada por homens, e que algo precisa ser mudado para alterar esse triste quadro. Ainda assim, não acredito que pena de prisão, por si só, consiga mudar nada. Há necessidade de implementar políticas públicas que visem diminuir o sentimento de machismo e de patriarcalismo, sem, contudo, aceitar toda a ideologia feminista. Há necessidade de encontrar o equilíbrio sob pena de mulheres cometerem os mesmo erros dos homens, ou seja, utilizar da ‘força’ – não física – da justiça para verem preservados os seus direitos.
Linderbeg tinha que ser condenado, pois cometeu crimes graves. A pena tinha que ser elevada em razão dos crimes, mas punição severa não impedirá a prática de novos crimes. Precisamos olhar para esse fato e para tantos outros que ocorrem em nosso cotidiano e exigir dos políticos e de nós mesmos, mudanças. Há necessidade de melhorar nossa educação, pois sem educação o cidadão age como animal irracional. O que deve diferenciar o ser humano dos demais animais é a razão, a possibilidade de aprender e de mudar. Animais também são agressivos, mas a agressividade desses é decorrente do instinto.
O homem, quando agride, na verdade, violenta, pois a violência é agressão com finalidade específica de destruir o outro. Não é instinto, mas de falta de cultura humanista. Estamos sendo justos ou escondendo nossas mazelas atrás das penas elevadas? Acredito na mudança pautada em uma sociedade culta e não brutal!
Acir de Matos, advogado
Eu sou…
Sou um risco,
Um Rabisco,
Um Rascunho inacabado.
Sou a Alegria constante,
Às vezes com o Riso distante.
Um poema a ser Completado.
Thiago Rocioli








