
- Nando Mendes em apresentação no Hallel no exterior
Thiago Rocioli Tempestade/Vida Nova FM – Como começou a sua carreira de evangelização e por que neste seguimento?
Nando Mendes – Eu sempre gosto de dizer que eu esbarrava na pestana. Eu tinha minha vida de motorista tranqüila. Tinha minha profissão, até que em 1997, eu participei do 16º TLC (Treinamento de Liderança Cristã) de Santo Amaro, que é um retiro para jovens. Inclusive, nesse retiro, me falaram que eu ia jogar bola, e que era para eu levar o meião, a chuteira, e todas as outras coisas que atraem os jovens. E de tanto a minha família insistir, eu fui pro retiro. E foi um marco, um divisor de águas na minha vida. O Ministério de Música foi uma conseqüência do retiro. Porque se não fosse ele, eu iria parar nas dificuldades dos acordes, pararia no comodismo, na preguiça, no medo, e em tantas outras coisas. E eu agradeço ao meu primo que, apesar dele ter mentido quanto ao dia de retiro, porque o encontro não era para eu jogar bola, como ele tinha me falado, mas foi muito importante para a minha vida. Foi uma obra de Deus que se iniciou naquele ano.
O que através desta evangelização pode ser transformada na vida das pessoas?
Nando Mendes – Eu não me recordo agora o nome do santo, mas um dia ouvi falar que um santo da igreja dizia que Deus não dá todos os dons para todo mundo, mas também não deixou falar dom nenhum para ninguém. E de fato todos nós temos um dom. Com a sua própria vida, você tem o talento de levar o sorriso para outra pessoa, de ser o canto para outra pessoa, de um simples gesto cristão.
Em 2008, você gravou o primeiro disco pela CODIMUC . Demorou o processo de produção deste trabalho?
Nando Mendes – Foram seis anos… Foi um CD que custou de mim muita espera, amadurecimento e paciência. Inclusive, tem uma canção da Ziza Fernandes que diz “Lidar consigo mesmo / é trabalho de artesão / fio a fio e leva tempo / para dominar o coração”. Eu peguei essa frase pra mim. Porque lidar com o novo, com a gente mesmo, não é fácil. Por exemplo, teve um tempo na minha vida que eu não fazia nada, não estava envolvido com o meio artístico, religioso, não gostava de músicas deste seguimento. Daí a pouco, estou pregando, participando de retiros, congressos, diversos eventos, depois compondo, cantando… A vida muda totalmente. E hoje eu vejo o tempo de Deus na minha vida. E como essa espera foi fundamental para mim. Este CD “Teu Amor me Cura” tem a parceria do Walmir Alencar (Adoração e Vida), meu grande amigo. Ele compôs, comigo, duas canções: Tudo Podes e Cenáculo de Amor. Um dia ele me disse que o CD é como se fosse um trabalho da banda. Eu achei isso muito legal. O Eugênio Jorge também manifestou seu carinho para com o disco. Fiquei surpreendido e graças a Deus ele está pronto. É uma obra de Deus.

Artista é ícone da composição na música religiosa: parceria com Walmir Alencar
Você já participou do Hallel, o maior evento de música católica da América Latina, durante os últimos três anos. Neste ano, vem também?
Nando Mendes – Venho sim. Já conversei com a Tia Lolita (idealizadora do evento) e será um prazer para cantar para este povo de Franca. Eu já cantei no Hallel de Maringá, de Limeira, Hallel do Chile e é maravilhoso ver como tudo começou de uma forma tão simples e hoje é uma realidade.
Que mensagem você poderia deixar para seus fãs que acompanha o seu trabalho na Vida Nova FM?
Nando Mendes – Eu sempre peço o dom da sabedoria, o discernimento dos espíritos, muita prudência e coragem. E é o que peço para todos que estão envolvidos nesta rádio, funcionários e voluntários, ouvintes e parceiros. Que o Espírito Santo possa nos motivar, nos enche de alegria, nos capacita sempre.
Por Thiago Rocioli Tempestade da Rádio Vida Nova FM
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